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O Dízimo 10

Número 10

 

            Neste artigo, onde trata ainda o assunto do dízimo, ordenado por Deus, praticado por pessoas de fé cristã ao longo de milênios; quero levar cada leitor a uma reflexão profunda acerca de sua própria atitude em relação a esta prática que é sempre abençoada por Deus. Neste artigo, fujo da prática de usar passagens bíblicas, pois quero apenas levar todos a uma profunda análise objetiva de vida antes de conhecer a Cristo e depois de ter a vida transformada por Seu poder.

            Depois de alguns anos de servir a Deus fielmente, tendo se afastado do mundo e suas concupiscências, é fácil esquecer-se exatamente como era aquela vida, vivida de acordo com os próprios desejos e paixões carnais, bem como o comportamento praticado de acordo com as tentações apresentadas pelo o mundo e o diabo que o comanda.

            Muitos foram libertos do hábito nocivo de usar produtos de tabaco. Não é apenas os gastos que podem ser consideráveis com a compra destes produtos, contudo, os danos feitos à saúde do usuário. Estes danos podem levar eventualmente a doenças que levam a faltar dias de trabalho que abala o orçamento familiar. Podem levar à morte precoce, uma morte muitas vezes acompanhada por meses de dores e sofrimento.

            O uso de bebidas alcoólicas é outro vício nocivo que além de custar muito dinheiro leva eventualmente aos males de saúde. Nem sempre é possível escapar os resultados destas bebidas, apesar de se converter-se e ficar longe deste hábito por anos. Assim foi o caso de um irmão muito querido que faleceu de câncer de esôfago anos depois de se converter, pois criou uma lesão que apesar de parar de beber por anos, nunca se sarou, tornando-se em um câncer que o levou a uma morte muito sofrida. Que preço terrível pagou por entrar nesta vida de bebedeiras sendo ainda jovem.

            Jogos de azar levam muitas pessoas a gastar altas somas dos seus rendimentos, no decorrer de sua vida, sem, contudo, qualquer retorno positivo. Lotos, apostas em jogos, jogos de cartas e etc. têm levado pessoas a não poder providenciar as necessidades de suas famílias e lares. Não são poucas que chegaram à pobreza, perda de tudo e falência financeira. O preço da ganância é alto.

            Os fins de semana de farra, nos quais muitos participam, levam a males incontáveis. Muitas pessoas em um estado de embriaguês gastam em uma destas noites o que levou uma ou duas semanas para ganhar, deixando-os com grandes necessidades pessoais e familiares.

            E não posso deixar de falar de como as paixões carnais, embriaguês e tentações de descobrir felicidade em relações sexuais levou muitos a contrair doenças sexualmente transmitidas (DSTs), inclusive o mal de AIDS que em muitos casos levou à morte muitos jovens na flor da vida ou ao menos anos de sofrimento e o constante ingerir de remédios que, embora, amenizam o doença criam efeitos colaterais indesejáveis.

            Um amigo cristão, já falecido, me contou acerca de um colega de serviço que gastou até um dos seus três salários mínimos de renda mensal em bilhetes de loto, caipirinha, cigarros e jornais diários. Imagina de gastar até 33% dos seus ganhos por estas coisas que normalmente não dão retorno positivo nenhum.

            As coisas mencionadas acima fazem parte daquilo que o mundo exige dos que segue seu ritmo de vida. Deus apenas pede que seja dado para a Casa do Tesouro Dele, não 20%, 30% ou um terço dos seus ganhos, contudo, apenas 10% dos seus rendimentos como demonstração de sua gratidão pelo livramento que Ele providenciou e um pouco mais em ofertas.

            Além disto, Ele promete curar suas enfermidades, providenciar todas as suas necessidades, proteger dos males e inimigos; e muito, além disto, Ele deu uma promessa de vida eterna em uma Cidade Eterna onde mau nenhum entrará. Como é então que alguém teria a petulância de reter seu dízimo e suas ofertas; dados apenas como uma pequena demonstração de gratidão a Deus por bênçãos que valem muito mais do que estes irrisórios valores? Não dar o dízimo é sinal real de uma ingratidão incontida, falta de apreciação e real amor a Deus.

Philip D. Walmer