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As ManifestaƧƵes Sociais E A Igreja Do Senhor Jesus Cristo

Frente às manifestações civis que tem ocorrido no Brasil, levantam-se algumas questões: qual a posição da Igreja? O cristão pode ou deve participar dessas reivindicações? O que a Palavra de Deus nos ensina a esse respeito? Deixando opiniões pessoais e o que mundo tem ensinado, quero expor nesse breve artigo o que a Bíblia nos orienta.

Primeiramente precisamos entender que a Palavra de Deus não aprova nossas murmurações ou reclamações. O apóstolo Paulo afirma isso em Filipenses 2:14-15: "Fazei tudo sem murmurações nem contendas". Basta observarmos a posição que o Senhor teve quando o povo de Israel se colocou a reclamar e murmurar da sua condição (Números 11), onde podemos chamar da "Revolta do Maná". Deus foi severo frente as manifestações coletivas de desagrado do povo, mesmo que aos olhos de alguns parecia lícito o que estavam reivindicando. A questão não é o pedir algo melhor, o problema é como se faz isso.

Um outro ponto que deve ser analisado, é a posição do cristão frente às autoridades, sejam estas espirituais ou seculares. No livro de Romanos (Romanos 13.1), o apóstolo Paulo afirma que "Toda pessoa esteja sujeito às autoridades superiores".

Continua afirmando que "não há autoridade que não venha de Deus", e termina o verso: "As autoridades que há, foram ordenadas por Deus". Logo, isso colabora com o que o Senhor Jesus Cristo ensinou a Pilatos antes da sua crucificação: "Nenhuma autoridade terias contra mim, se de cima não te fosse dado". Ou seja, a autoridade que nossos governantes têm, veem de Deus. Sendo assim, levantar-se contra eles é levantar-se contra Deus: "...quem resiste a autoridade resiste à ordenação de Deus" (Romanos 13.2a), e Paulo ainda afirma "Pois ela [a autoridade] é ministro de Deus para teu bem" (Romanos 13.4).

Aproveito o ensejo em avisar que os que resistem às autoridade serão condenados (Romanos 13.2b).

Mas se a autoridade é má? Não podemos nos manifestar? Temos que aceitar isso? Não é um direito? Nesses casos, o apóstolo nos trouxe respostas as essas questões ao afirmar que: "sujeita-vos como todo o temor as vossos senhores, não somente aos bons e amáveis, mas também aos maus". Além disso, ele continuou, inspirado por Deus, afirmando: "Pois é louvável que alguém, por causa da consciência para com Deus, suporte tristezas, padecendo injustamente". O que falar diante disso? Isso é ser cristão!

Ser uma ovelha. E não é só isso, além do dever de estarmos prontos para padecer injustamente, se for o caso, ainda temos que estar dispostos a honrar aquele que governa sobre nós (I Pedro 2:17b). Sobre o direito de reivindicar, devemos entender que por mais que nos seja lícito pelos homens, devemos entender que primeiramente, o que é legítimo vem do Senhor, por meio da sua Palavra. Basta analisarmos o que o apóstolo Paulo nos alertou: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém" (I Coríntios 6.12). Se há injustiça por parte de um governante, devemos colocar isso diante de Deus, pois foi Ele quem constitui as autoridades.

Não fomos escolhidos por Deus para murmurar, reclamar ou rebelar-se. É importante lembrar que o pecado da rebeldia é comparado à feitiçaria (I Samuel 15.23).

Ademais, o cristão não deve estar junto à roda dos escarnecedores ou zombadores e nem andar em seus caminhos (Salmos 1:1). Pelo contrário, a postura da Igreja do Senhor Jesus Cristo e do cristão, principalmente daquele que toma o Nome do Senhor Jesus, é de orar pelos governantes (I Timóteo 2.1-2), se afastar de toda a aparência do mal e buscar à paz (I Tessalonicenses 5:22; Salmos 34:14). Essa é a atitude correta do cristão e da Igreja.

Oxalá, que possamos agir como o povo de Israel, registrado no livro de Ester, quando diante de um decreto do rei Assuero, o qual permitia a morte de todo judeu de seu reino. Ao invés de se revoltarem contra o rei, ou fazerem passeatas ou manifestações na frente do palácio real, optaram em orar, jejuar e se vestir de roupa de saco. Com isso, obtiveram resposta de Deus e favor do rei.

Deus te abençoe! Fique na Paz do Senhor. Espero ter contribuído com sua santificação.

 Anderson Martins de Oliveira, Pastor

Igreja Pentecostal Unida do Brasil, do bairro do Xaxim, Curitiba/PR

pastoranderson@ipubxaxim.com.br

P.S.  No meio de pessoas fazendo protestos desta natureza, sempre há arruaceiros, ladrões, estrupadores, entre outros malfeitores. É sempre melhor que o crente, servo do Senhor Jesus Cristo, não participe destas manifestações para não ser apanhado junto aquelas pessoas que aproveitam estas oportunidades para fazer todo tipo de malvadez. Philip D. Walmer