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Philip D. Walmer

Nascido nos EUA em 1941, formou-se em teologia de Conqueror’s Bible College em 1962 e ingressou no ministério no mesmo ano. Após 12 anos de ministério em vários níveis em sua terra natal, chegou ao Brasil em 1974, onde tem atuado como fundador de igrejas, pastor, evangelista, professor de seminário, entre vários cargos administrativos. Após quase 5 décadas de ministério ele anela compartilhar as coisas aprendidas no decorrer destes anos com pessoas que também anelam um ministério amplo e profundamente sucedido.

Devocional


 
Que Tipo de Cristão É Você?

Que Tipo de Cristão É Você?

Certa vez, viajando de Minas Gerais de volta para Rio de Janeiro, paramos para descansar, comer e tomar uma água. Neste lugar e nesta época do ano estava sendo feito a colheita de cana de açúcar. Deparamos com uma cena que marcou a minha vida de maneira positiva.

Uma carroça enorme estava naquele momento saindo carregada do campo, provavelmente com algumas toneladas de cana. A carroça estava sendo conduzido por quatro juntas de bois enormes, oito bois. Imagino que cada um pesava por volta de uma tonelada ou mais. O que me deixou estarrecido foi o fato que este conjunto estava sendo guiado por um mero menino, talvez com uns dez ou doze anos.

Ele estava do lado direito da primeira junta de bois. Na sua mão esquerda estava um bastão curto. Por um furo no bastão havia uma tira de couro, a qual passava por furo na ponta do enorme chifre do boi a direita da primeira junta. Com este pequeno e frágil aparelho este menino sem qualquer preocupação, sem qualquer esforço, guiava os bois para onde ele queria.

Alguns anos depois, enquanto estudava para um estudo Bíblica, deparei novamente com as instruções de Deus aos Israelitas em relação de como eles deveriam carregar todo o material do Tabernáculo no Deserto. Os moveis do Tabernáculo, como o altar de bronze, lavabo de bronze, mesa de pães asmos, candelabro, altar de incenso, e é claro, o mais importante de todos, a arca da aliança foram todos carregados nos ombros dos netos de Arão, homens consagrados como sacerdotes.

(Leia Números 3:36-37; 7:1-9; 10:17)

No entanto, as hastes, as tábuas pesadas, e os couros e tecidos da cobertura e o cerco do terreno do Tabernáculo tinha que ser todos carregados em carroças por causo de seu peso. Eu refleti muito acerca disso e procurei entender a razão porque bois foram escolhidos para puxar as carroças e não cavalos e nem burros.

Assim, Deus me fez recordar da natureza destes animais.

O Cavalo: Ele é, sem dúvida alguma, um animal forte, e capaz de puxar cargas pesadas, principalmente quando colocado junto com um par igual. Por muitos anos e em muitos países, o cavalo foi usado nas fazendas grandes e pequenas para lavrar a terra, puxar carroças grandes carregadas de toneladas de produtos, bem como servir como meio de transporte. O cavalo pode ser veloz, transcorrendo grandes distâncias em pouco tempo. Um cavalo bom forma amizades boas e duráveis com seres humanos.

No entanto, apesar destes fatores positivos, entre outros, o cavalo tem tendências perigosas. Ele é facilmente assustado, por cobras e até animais pequenos que não apresentam qualquer perigo para ele. Há histórias em abundância de cavalos que se assustaram por nada enquanto puxavam carruagens, destruindo o carro, matando os passageiros nos destroços, matando si mesmos e provocando grandes prejuízos para seus donos. Por isso, e outras razões, os cavalos não foram escolhidos e confiados com os valorosos pertences da Casa do Senhor.

O Burro: Este animal tem sido útil para a humanidade através de muitos anos. Foi um burrinho que levou Jesus para Jerusalém na Sua entrada triunfal, ato que teve um certo significado espiritual. Ele é um animal menor, não podendo puxar cargas muito pesadas, sendo basicamente útil apenas para serviços mais leves.

O problema principal do burro é que tem uma atitude própria dele. Ninguém sabe o que ele está pensando, e de um minuto para outro ele decide que não mais quer trabalhar. Ele empaca, e por ser tão teimoso, é quase impossível fazer ele mudar de ideia. Ele empaca por que acha que a carga é pesada demais, tem sede, tem fome, não recebeu o que ele mais gosta de comer, entre outras razões que só ele conhece. Ele simplesmente não é de confiança. Histórias verídicas e fictícias existem em abundância acerca da mentalidade perversa do burro, dos maus tratos que sofreu num esforço para domar seu espírito contrariado; tudo em vão. Certamente, ele não era o animal adequado para puxar as carroças carregadas com os pertences da Casa do Senhor.

O Boi: O boi é normalmente um animal grande, pesado, firme de passo e capaz de puxar grandes cargas. Todos sabem que ele não é veloz, porém tem constância. Bois foram empregados para puxar as grandes e pesadas carroças dos pioneiros que atravessaram as planícies da América do Norte. Foram empregados no Brasil também para puxar carroças carregadas de mercadorias para sustentar os povos que foram habitar o interior da nação, bem como levar de volta para as cidades a beira do mar as incalculáveis toneladas de produtos alimentícios que o povo das cidades necessitava.

Estes animais não se assustam por qualquer coisa. Eles não correm assustados, quebrando e destruindo tudo confiados a eles. No entanto, eles podem atravessar grandes distâncias por causa de sua constância. Eles são consistentes, colocando um pé na frente do outro o dia todo, dia após dia. Eles não empacam. Não recusam de puxar a carga pesada. Eles são mansos e como ilustrei acima, eles são fáceis de guiar no caminho certo.

A Lição Prática: Agora, após 56 anos de ministério, eu posso olhar para trás e lembrar as numerosas pessoas que pastoreei ou tentei pastorear. As lembranças são as vezes maravilhosas enquanto lembro-me das pessoas que tinha a mentalidade e caráter do boi. Elas eram constantes, fieis, consistentes e indispensáveis para o crescimento e bem-estar da igreja. Era sempre possível contar com elas, até nos momentos mais difíceis. Elas não mediam esforços, sacrificando si mesmas em prol da igreja e seus membros. Para elas, a carga nunca era pesada demais. Estavam sempre prontas, no calor, no frio, na chuva e até na neve para fazer a sua parte para a obra do Senhor.

Estas pessoas receberam de verdade o espírito do Senhor Jesus que disse: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11:29)

Estas pessoas criam no ensinamento de Jesus em Mateus 5:5: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” Os herdeiros são os mansos, não os bravos, irados e estourados.

Veja mais ensinamento acerca de ser manso e mansidão:

“Dizei à filha de Sião: Eis aí te vem o teu Rei, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de animal de carga.” (Mateus 21:5)

          Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.” (II Timóteo 2:24-26)

“... seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus.” (II Pedro 3:4)

Com tristeza e muito pesar, me lembro de outras que tinham a mentalidade de cavalo. Eles estavam prontos para fazer algo para o Senhor, porém, tinha que ser agora e correndo. Os estragos que deixaram para trás eram enormes. Eles não entenderam que Roma não foi edificada em um só dia, e que uma igreja também não é; que leva até muitos anos (dependo do campo) para edificar uma igreja boa, saudável e firme. Elas não eram constantes e consistentes. Frequentemente nem sustentaram a igreja com seus dízimos e ofertas. A assistência deles nos cultos era inconsistente. Quando encarregadas com uma responsabilidade, não poucas vezes falharam e as vezes nem apareciam, pois surgiu algo considerado mais importantes para eles. Críticas para aqueles que faziam jamais faltarem. Problemas e coisas pequenas as assustaram, e corriam, fugindo, pensando somente nelas mesmas e não nos outros membros, nem na evangelização no município onde moravam. Elas não sentiam qualquer responsabilidade pelas almas perdidas, frequentemente apenas almejando posições onde podiam ser honrados e ganhar elogios de outras.

Ainda tinham aqueles com atitude de burro. O pastor jamais podia contar com eles. Estavam sempre contrariados, empacados, e não poucas vezes influenciando outros para boicotar os planos de evangelização e discipulado desenvolvidos pelas lideranças estabelecidas por Deus na igreja. Atitudes semelhantes às pessoas com atitude de cavalo proliferavam entre estas.

Resta apenas aconselhar o leitor para analisar sua atitude e espirito diante do Senhor com muita oração, e ouvir atentamente ao que o Senhor tem para lhe comunicar, pedindo encarecidamente que Ele lhe ajude para mudar, passando a viver agradável a Ele para poder salvar sua alma e as de outras pessoas. 

Pastor Philip D. Walmer

Avisos

Leitor,

Você quase não encontra tempo para ler Sua Bíblia. É difícil de ler alguns livros, então montei uma tabela de Leitura Bíblica que lhe ajudará. Vá até o site: www.simfiel.com.br/rec_adult.php

 

 

A dádiva de amizade verdadeira é que nos toma pela mão e faz nos lembrar que não estamos sozinhos nesta jornada.